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Poesia holística

Vão...

Vão entre uma coisa e outra
Vão de oscilar entre isso e aquilo  
Vão de ir
Vão entre suas pernas,
Vão por onde se espia segredos 
Vão das coisas,
Vão de espaço,
Vão por onde se consolida o desejo e o amor.

Vão da vida
Vão de ser em vão
Vão que não existe,
Tudo é ocupado por um espírito espectral.

Eu ocupo o vão entre os átomos das paredes
Das casas assombradas por mim...
Assombrar é ser o que os outros não compreendem
Com os cinco sentidos do corpo...
Eu ocupo o vão entre suas coxas.

É preciso alma!
O poeta tem que ser doido aos olhos do senso comum
E dançar ao som invisível do universo.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez


Poesia Esotérica Imparcialista

Fraternidade Oculta

Olho para a estrela,
Sei que temos afinidade,
Somos eternos dentro da eternidade.
Em minha insignificância
Diante da vida e do universo,
Em meu anonimato holístico,
Sou eterno.

Olho para as gentes
Sei que somos distantes;
Ligados e temos uma afinidade:
Somos indivíduos e massa,
Somos corpos perecíveis
E eternos na composição
Abstrata de sermos gentes.

Modernos, desligamos o corpo da alma,
Ignoramos que somos o mesmo homem primitivo,
Ignoramos que existimos aqui e mais além
Com todo o comprometimento com a lei de Deus.
 Mais além somos irmãos
 Em uma fraternidade oculta.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez