poeta Nunes

sábado, 4 de outubro de 2014

Poesia esotérica Imparcialista

Quíron em Áries


Quíron

Quíron o Rei dos Centauros.
Quíron  é as dores do parto na alma,
É o guerreiro interior ferido,
É a auto-afirmação a si mesmo,
O romper da casca,
A Força descomunal,
A cura de sua própria ferida,
A potência represada,
A ponte para ser atravessada,
O caminho para ser caminhado,
A barreira para ser derrubada,
A outra vida depois da muralha.
Quíron em Áries
Engole o mundo e se torna o que é interiormente.

Saturnino Queiroz
J.Nunez

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Poesia esotérica de Carlos Ferreira Santos

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus; por Ele todas as coisas foram feitas e sem Ele, nada do que foi feito, houvera sido feito”.

O Verbo

Cai de minha monumental insignificância;
Meus pés estão presos ao chão pela gravidade.
Despertei com a voz de Deus no canto da natureza.

A minha voz,
A voz do verbo não tem chão...
Canto um mantra que ecoa pelo universo,
Põe em movimento a dimensão interior
E leva minha alma
Para além dessa forma, do espaço e do tempo...

O som é Deus que desperta e cria consciências.
A música celestial paira por sobre
Esse tempo perverso que profana  o som, a música e a mística.

A palavra sai do útero do verbo 
E damos a luz ao bem e o mal.    
       
Carlos Ferreira Santos

J.Nunez

Carlos Ferreira Santos, o mais humano dos poetas imparcialistas, o poeta do pé no chão, literalmente, poeta da consciência de existir fixo e das asas do pensamento que tem o corpo físico como ponto de partida e pouso. Poeta da metáfora da consciência de estrutura, da consciência de estar na terra e do prazer de desfrutar da natureza com seu cheiro, cores, sabores e humanismo.  Poeta que não se dispersas em um mundo abstrato.
Carlos Ferreira Santos é o encontro da terra e do céu no homem, sem que se confundam, porém tendo a terra, o chão e o corpo físico com o ponto de partida e a consciência de existir fixo e estruturado.

domingo, 28 de setembro de 2014

Poesia esotérica

Selva dentro dos labirintos

Vamos direto ao ponto:
Não leve em consideração,
Mas não é por amor,
Não é por mim,
Não é por nós,
Não é por você,
Não é pelo que vão pensar ou dizer,
É pelo que seremos depois da bifurcação da estrada,
Depois que passarmos à ponte,
Depois de pegarmos o caminho
Com destino ao interior de nossos corações
Cansados de tanto despropósitos na vida.

Estou embrenhado na selva dentro dos labirintos,
Estou só...Que sobreviva essa vontade de alma!

Saturnino Queirós 
J.Nunez

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