Pesquisar este blog

COMPARTILHAR

Poesia espiritualista

Eu

É muito complexo dizer quem sou eu.
Eu sou aquele ali, dormindo e se mexendo de um lado para o outro,
Eu sou esse mesmo corpo indo trabalhar,
Eu sou esse fazendo uma coisa e pensando em outra,
Eu sou aquele cheio de propósitos na vida,
Eu sou esse engolido pelos pensamentos, pelos sentimentos e sensações...
Eu sou aquele que ama, odeia, inveja, cobiça, deseja e fica furioso...
Eu sou aquele que espera e que desespera.

Eu sou, concretamente,
Esse que vê o corpo, em que habita, ali na cama;
Esse que vê todas as manifestações do ego...;
Esse que vê esse corpo engolido pela rotina,
Pelos pensamentos, pelas sensações, pelos desejos e pela ilusão.
Eu sou essa imparcialidade com tudo que poderia ser considerado eu.
Eu sou essa consciência de ser todo esse entorpecimento,
Essas manifestações, essas ilusões...
Eu sou, concretamente, esse que observa.  

J.Nunez  



Ser

Ser

Meu Ser não é esses que encenam ser eu...
Meu Ser não é um momento de atenção aos meus sentidos,
Meu Ser não são essas personalidades mapeadas em minha psique,
Meu Ser não são essas regras, essas normas,
Esse determinado conhecimento intelectualidade,
Essa facilidade em executar algo,
Esse ego, esse vício, esses hábitos...
.
Meu Ser sente-se a si mesmo
Meu Ser é e pronto.

Jonas Corrêa Martins

J.Nunez 

Poesia espiritualista

Vozes

As vozes vazias das ruelas,
Dos passos e das conversas na calçada,
Dos bancos de praças, das janelas,
Das mesas de bares, das reuniões,
Dos velhos nos bancos públicos,
Dos meninos nas brincadeiras,
Dos protestos nas ruas e praças;
Essas vozes vazias me causam aborrecimentos.

Quero silêncio, comunhão com o mundo,
Acontecimentos transcendentais,
A voz do mestre, ou da Irmandade Secreta...
Já disse o que tinha que dizer,
Sem mais, me deixe em paz!

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez 




Poesia cosmonírica imparcialista

Túmulos

Meus corpos estão espalhados em túmulos
Em diversos lugares do mundo.
Na sepultura está escrito o nome do sepultado:
Mário Pedra; na Idade Média.

O Menino de cabelos claros,
Rosto oval, alongado e amarelado,
Com idade perto de 12 anos,
Deitou-se no túmulo coberto de pedras...

Perguntei- lhe:
_ Quem ai está enterrado?
Ele respondeu:_Você!
Depois me perguntei:
_ Mas quem é esse menino?

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez