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Orgulho intelectual

Vaidade e orgulho intelectual

Na sutileza de um instante,
Como quem prende à respiração
Prendi à consciência no sentido da vida.

Na delicadeza de um instante,
No relampejo de um momento
Sinto que o conhecimento interior
E as vivencias da alma e do espírito
São os fragmentos da eternidade.

Muito diferente da efemeridade
Do conhecimento intelectual,
Que são as auto-afirmações
Das autoridades no assunto,
As vaidosas e a soberba do que se esquece,
Do que “dá branco” e possui suas estruturas no abstrato,
Nas convenções, nos acordos e nas regras mentais.

J.Nunez



Poesia espiritualista

Sino dos ventos

Na madruga o latido de cães
E  o som do sino dos ventos;
Trago dos sonhos para a meditação
E para a poesia, os  túmulos,
Os cemitérios 
 E a simbologia da morte.

A minha filosofia de vida
É  o esquecimento e a vingança da vida...
Me agarro à consciência de existir
Sem essas memórias e esse intelecto.
O esquecimento destrói
Tudo que somos
Quando não temos
À consciência de existir
Muito além
Dessa efemeridade do intelecto ...
A vida nos deixa correr solto...,
Logo depois das ilusões
Do intelecto e do materialismo,
A vida nos espera
 Para se vingar.  E se vinga!
J.Nunez