poeta Nunes

domingo, 19 de novembro de 2017

Ismael e sua Mãe



 Ismael e sua Mãe

Entristeço ao sentir
Que até o momento
Os descaminhos foi minha estrada,
A falta de um horizonte
Foi o meu horizonte.

Foi tudo tão incerto
Como um papel ao sopro de  ventos
Vindo dos quatro cantos.

Não aprumei desse caminho
Porque sonhava outras estradas...

Deixo essas estradas de sonhos
E ponho meus pés pelo caminho
E vou para o  deserto da alma.

Feito Ismael e sua mãe,
Espero na Providência Divina,
Este é o meu único caminho,
Porém,  sempre me esqueço,
E me perco em descaminhos e sonhos.

J.Nunes 

  

As Leoas Brancas

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As Leoas Brancas

A beira do rio as leoas brancas como neve
Não me permite voltar atrás...
Atravesso o rio despercebidamente
E sigo em frente.
Percebo que tenho poder sobre as águas.

A janela em ruína
Deixa entrar água da chuva,
Minha amada faz de tudo para retirar
A água que invade a casa,
Percebo num sonho,
E saímos com roupa de dormir
Dominando os ares feito dois passarinhos.

Nunes

19-11-2017

 

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