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Um campo de flores



A alma é um campo de flores ainda não desabrochadas,
As flores da alma desabrocham no sol da manhã,
No canto dos passarinhos,
No canto das águas,
No canto do vento nas folhas...
E até no olhar e no sorriso puro e amoroso.

Desabrochar as flores da alma
Custa amor, humanidade e simplicidade,
As flores da alma tem o perfume das virtudes e dos dons de Deus,
Para desabrochá-las é preciso morte das imperfeições.

É laborioso o desabrochar das flores,
A beleza esconde o supremo sacrifício que é desabrochar,
Dançar leve feito uma pequena bailarina,
Um dançarino Dervixe Rodopiante,
Uma tribo de aborígene dançando em círculo,
Um monge num oração monóloga
Que cala a mente e se embriaga de Deus.

As pedras preciosas da alma
Precisam de fogo, polimento e debaste...
As cores estão encobertas na sombra,
As virtudes estão encobertas
Por essa casca grotesca da personalidade,
Do apego e da mente.

Rumi foi o poeta embriagado de Deus,
Sigo os passos de Rumi, me embriago de Deus.

José Nunes Pereira

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