poeta Nunes

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Não fui convocado

Definitivamente retiro de cena
Minha insignificante pessoa.
Entrei numa guerra
Em que eu não sou soldado,
Entrei em uma missão que não me foi dada,
Entrei em uma batalha por conta própria
Sem que tivesse sido convocado.

Nesse momento, abandono
Essa vaidade, esse orgulho e essa prepotência,
E vou varrer a calçada cheia de folhas
E lavar a louça que se acumula na pia.

J.Nunes   

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Dervixes Rodopiantes

Quando Deus fala em meus ouvidos,
Quando ouço sua voz no sopro do vento,
Quanto ele me abre os olhos
Para ver a sua glória,
Quando ele rasga o céu
E me mostra o que está por vir,
Quando ele me dá suas asas de águia
E me leva para a sua montanha,
Quanto ele transporta o meu espírito
E me faz ouvir e ver para além
De doutrinas de religiões,
Quanto ele me faz rodopiar na alma
E me lança para além desse plano,
Quanto ele me aquece o coração
Com seu amor a todas as criaturas
Nessa cadeia de eterno existir,
Quando ele me chama no fogo,
De suas profundezas e de suas alturas,
Quando meu Pai pega em minha mão
E passei comigo pela praia deserta,
Eu não posso dizer não ao Senhor da minha vida
Por isso escrevo poemas
Que convida os homens a Dançar ao som do silêncio
Feito Dervixes rodopiantes
Ao som a orquestra invisível.

José Nunes Pereira 

O Eterno Oito

O Eterno Oito

Em alguns momentos na vida
As pessoas se sentem
Feito árvores com seus frutos caídos  no chão,
Porém,  nada é perdido
 O ciclo da vida e da morte sabe tirar proveito de tudo...

Os frutos serão aproveitados pela mãe natureza de algum modo;
 A fruta que é alimento,  a semente que é esperança
De uma nova árvore e um novo fruto.

Olhe embaixo das folhas secas,
E verá quanta vida ali se esconde,
Olhe atrás das casas secas dessa árvore,
E verá o ciclo da vida e da morte.

A vida e a morte caminham em ciclo,
Em algum momento a vida passa o bastão para a morte,
 Logo mais a morte passa o bastão para a vida
Em um ciclo de eternidade.

São números incontáveis de eternos oito
Que se entrelaçam e não se confundem,
A vida e a morte formam o eterno oito.

Os teus frutos não estão perdidos,
De algum modo serão usados pelo ciclo da vida e da morte.

Até mesmo as criaturas mais repugnantes da terra
São aproveitadas dentro do ciclo da vida e da morte.

Quanto mais sublimes são os nossos frutos
Mais perto de Deus estaremos, e ele nos libertará
Da prisão de caminhar sobre esse eterno oito da vida.

José Nunes Pereira
21-01-2019

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