poeta Nunes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Zelador da casa de Deus

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Zelador da casa de Deus
Estou á  porta de sua casa
Não sou merecedor de entrar na sua morada.
Espero que me diga o que fazer.
Quando eu ouvir sua voz de comando
Serei o seu servidor mais fiel.
Sou apenas uma criança
Querendo ajudar nos serviços de sua casa,
Sou pequeno e tenho pouca força,
Mas eu posso fazer algumas coisas:
Posso varrer o chão de sua casa,
Posso molhar o jardim
E tirar a poeira das cadeiras.
Meu pai, eu sei que na tua morada
Há muitos homens importantes:
Doutores, sacerdotes e homens de ciência;
Eu sou apenas uma criança,
Mas posso servir na sua casa,
Aprender com os grandes de sua morada.

Senhor, estou a sua porta
Me deixe ser um zelador em sua casa,
Me dê um trabalho,
Mesmo que seja varrer a calçada aqui fora.
Me dê um serviço que seja vergonhoso
Aos grandes homens de sua casa
Me deixe ser um aprendiz
Do ofício de ser um servidor na sua morada.
J.Nunes

O Mausoléu do Santo

Num salto de pássaro saindo em voo,
Deixei a janela gigante.
Me alegrei com a visão do templo ao longe,
Seria dessa fez a minha entrada no templo.

Entristeci, mais uma o cemitério no caminho,
Indicando mais um vez que não sou digno
De entrar no templo,
Mais uma vez dizendo
Que eu tenho que morrer em mim mesmo.

Encontrei uma igreja onde todos,
Velhos, mulheres e crianças
Pareciam inválidos combatentes de guerras.
Na minha ânsia pelo templo,
Desprezei-os e neguei ajuda a uma criança,
Uma mulher doida ajudou a menina.

Me foi dada ali, por um mulher louca,
A lição de cortesia e elegância,
Virtudes opostas a minha fúria,
Ali eu deveria morrer.

No cemitério o mausoléu de um santo católico,
Feito um fantasma,
Tentei entrar na tumba venerável e sem portas,
Nesse momento uma voz me dizia  da batalha com dragões,
De guerra e risos.

Tentei entrar à força no mausoléu do Santo     
Fui impedido e cegado
Pelas forças magnéticas do lugar.

J.Nunes  

Refúgio do mundo

O Brasil nunca será dos brasileiros,
Somos um povo que não merece essa terra
Que parece mais o paraíso
Para um povo que deixou o deserto.

Essa terra sem governo
Será em breve o refúgio do mundo
E a casa da humanidade,
Seremos muitos povos e muitos países
Dentro desse mapa que agora chamamos de Brasil.

Tivemos a ilusão de construir uma nação
Com identidade própria, sem os esteriótipos
De um povo carnavalesco;
Não conseguimos, mas resta em nós o cristianismo.
Seremos em breve uma continente
Onde o mundo terá o suspiro final.

J.Nunes

20-02-2019 

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