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Mas não sou miragem



O Retorno de Saturno

Posso não ser o melhor,
A coisa idealizada,
Mas sou a sua realidade a sua verdade,
Seus dias de alegria, seu karma
Sua dor e o seu destino já marcado.

Nesse momento sou o seu deserto,
Mas não sou miragem,
Não sou terra desconhecida,
Caverna traiçoeira,
Projeção mental,
Ilusão do desejo,
Corda bamba...

Ver você  acompanhado,
Numa tarde de domingo
Jogando comida aos pombos,
A beira do lago alimentando os patos;
Me pareceu patético,
Ver que você se deixou enganar
Por um sonho acordado,
Por uma miragem do desejo...
Você colocou a máscara
E pensou que era real,
Pensou que podia voltar no tempo.

Não sou o seu amor idealizado,
Porém sou a sua realidade nua
E aquela alegria de viver na verdade;
Coisa que você não sabe.

Sou a sua tragédia grega;
O nosso confronto já está marcado,
Te espero quando você  sair desse sonho,
E despregar os olhos dessa miragem.

A ilusão desse momento
É um apego a vida e ao desejo,
Esse é um tempo que promete felicidade
E o milagre da eterna juventude....
Cai na real...
Sou o seu choque de realidade.

Te espero acordar do sonho;
Descobrirá que pode ser feliz
Quando puder olhar a vida
Que se estende sem fronteira
Quando se olha com os olhos da alma
E respeitamos  o tempo que marca apenas os corpos e deixa a alma intacta.

José Nunes Pereira