poeta Nunes

sábado, 27 de julho de 2019

A razão de ser através do próximo




Buda deixou o Palácio,
Francisco deu seus bens aos pobres,
Muitos homens e mulheres santas
Deixaram a vida de conforto
Para cuidar dos doentes e necessitados...

O amor pela humanidade
Deu a esses irmãos piedosos
A razão de ser através do próximo
Que os fazia muito felizes
Entre os pobres e os doentes.

Negar o trono, a fama e a riqueza,
Sentir se desconfortável no conforto
Quanto sente e vê o sofrimento
De seu semelhante
É um sentimento de renuncia
Que leva a humildade,
Ao  amor e a caridade.

O amor á humanidade nos releva
A razão de ser através do próximo,
Onde só conseguimos existir
Se for sentindo e aliviando
Um pouco o sofrimentos
De nossos semelhantes.

A felicidade desses homens santos
Está no alívio das dores do mundo,
E nas virtudes da alma.
Eles não seriam felices
Nos confortos, individualismos...

Amam o amor sem medida
E se entregam.
Ser negligente com as dores do mundo,
Negar esse amor
É  apegar se  ao conforto,
A fama, ao luxo e a riqueza;
É  abandonar o amor
Que sentem pela humanidade.

José Nunes Pereira






sexta-feira, 26 de julho de 2019

Princípio Feminino



A modernidade está passando
Feito uma noite
Em que cometemos todo tipo Inconsequências e farras.
Estamos ainda vivendo
A ressaca desse tempo insano,

Por fim,
Amanheceu,
É  tempo de compromisso,
Comprometimento e austeridade,
Sem perder a alegria e a beleza
Que mora em toda forma de arte
A serviço da transcendência da alma.

Manifestará no mundo a Vênus,
A Mãe que está em todas as culturas,
Mulher que é  síntese
E materialização do amor
E do pricipio feminino,
A Deusa Mãe e mulher,
Que é a verdade imutável, suprema
E sublime sobre a mulher.

Manifestará no mundo
O homem guerreiro
Capaz de altruísmo
E de sacrifício supremo.
Capaz de vencer a si mesmo.

Só resta aos homens adorar
Essa mulher que veio  das estrelas
Que está  em toda a natureza
E na alma do mundo
Porque ela é amor, beleza, vida e morte.

José Nunes Pereira


quinta-feira, 25 de julho de 2019

Casa de família




Todos pertencem a essa casa de família,
Casa concreta feita de madeira e tijolo,
Casa  quatro do mapa astrológico.

Casa abstrata, sobrenome,
Sangue,  karma e família...
Casa onde nascemos e morremos,
Onde deixamos de existir
E retornamos á  existência.

Casa onde veneranos nossos antepassados
Que agora aprende a caminhar,
E são nossos filhos.

Casa de muitas alegrias
E também de muitos sofrimentos,
Casa onde estão nossas raízes da alma,
Casa onde refugiamos e nos protegemos,
Casa onde abandonamos a  responsabilidade,
Casa de onde  fugimos do sofrimento.

Casa que diz muito
De nossas dívidas kármicas,
Casa de autoconhecimento,
Sacrifício, altruísmo e amor,
Casa da qual nos envergonhamos
Porque refletem
Todas as nossas fraquezas e sandices...
É nessa casa que somos  autênticos,

A casa da família é uma síntese
Da casa da humanidade,
É preciso aprender amar
E compreender a sua casa
Para depois amar o mundo:
Casa da humanidade.

Quem quiser ficar livre
Desse laço de família
Dessa casa da familia
Tem que transcender a lei do karma.

Numa visão quântica
E holística das casas
Habitamos o útero,
O mundo, a alma,
A terra, o universo,
O espírito,  a matéria,
Os céus e até os infernos.

Habitamos as sementes
De nossos futuros pais.

Estar em casa é estar dentro,
Que é infinito,
Porque estamos sempre dentro da casa,
Dentro do corpo,
Dentro da alma.
Dentro do mundo...

José Nunes Pereira







quarta-feira, 24 de julho de 2019

O Curador Ferido



Minhas flechas estavam apontadas
Para o alvo,
Mas uma criatura celeste
Cruzou o meu caminho,
Feito um pai que impede a criança
De ir para aonde quer.

Quebrou meu arco e minhas flechas,
Eu ainda insisti.
Quebrou minhas pernas,
Eu ainda insisti.
Quebrou minhas asas,
Eu ainda insisti.
Feriu minha cabeça,
Eu ainda insisti.
Feriu meus olhos e ouvidos,
Eu ainda insisti.
Me fez invisível para o mundo,
Eu ainda insisti.
Ergueu uma barreira no caminho,
Eu ainda insisti.
Me humilhou em praça pública,
Eu ainda insisti.
Me quebrou, me feriu, me torturou
Me dobrou, me dominou...
Fui amansado como se amansa
Um cavalo impetuoso e selvagem,
Fui arqueado como se arqueia
Um servo orgulhoso e petulante,
Fui á lona pedindo que poupasse
Minha vida.

Destruiu todas as minhas resistências,
Fiquei tão quebrado
Que não tenho força para resistir;
Apenas abro a boca para pedir misericórdia.

Agora que estou arqueado,
Dobrado, ferido e quebrado...
Compreendi a lição.

Estou curando minhas feridas
No corpo e na alma,
Estou retirado do mundo,
Estou me recuperando
Para poder seguir o caminho
Onde eu sou o curador de mim mesmo,
E dos companheiros de jornada.

José Nunes Pereira




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