poeta Nunes

sábado, 11 de janeiro de 2020

Vagalume: Letras

Cavalo de Asas

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Cavalo de Asas

José Nunes


Não queira me prender
Eu sou folha solta ao vento
Não me importo se os homens inventaram
Cidades, Estados e estrada
Conheço dois mundos
Caminho por esse que não tem estrada
Fronteiras e portos de partida e chegada

Passo por essa cidade
Passa o desfile cívico
Passa porta bandeira
Mas esse não é o meu lugar
Estou solto feito folha ao vento
Não espero nada mais
Que ser lançado no ar
Sem saber onde vou cair
Um apocalipse

Não sou amargo
Apenas desconheço o chão
Antes de cair sou lançado
Outra vez no espaço
Cavalgo um cavalo de asas

Quem vai me pedir para ficar
Eu que olho o mundo
E sou estranho em qualquer lugar
Tudo que eu sei é passar
É deixar meus passos na estrada

Eu tenho você
Que nunca me disse para ficar
Ou correr juntos a mesma estrada
Eu tenho você que me deixou
Ao sopro do vento
Sobre as ondas que nunca se aquietam

Nunes 

Sangue Místico


https://youtu.be/3OGZ2eJCADw

Ainda posso ler no seu olhar.


Onde Deus respira

Reconciliação, perdão e amor

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Reconciliação, perdão e amor

Todos nós erramos,
Muitos de nós não temos
O tempo para repararmos nossos erros,
Outros de nós  não tem a sorte
De não ficar sequelas desses erros
E somos obrigados a pagar
Por esses erros a vida inteira.

A caridade e a compaixão
É o maior e mais belo ensinamento Cristão.
Tivemos o tempo e a sorte,
Perdoar, chorar justos pelo nosso passado,
Olhar em seus olhos e sentir
O amor de Deus e o seu perdão.

Aliviou meu coração, agora sim, posso caminhar
Sem o peso morto dos rancores,
Sem as feridas que não fechavam,
Sem as ruminações do que fomos.

Eu quis tanto, tanto...
Ter chorado outras vezes,
Eu quis tanto, tanto...
Ter ouvido suas palavras de perdão.

Todos nós erramos,
E nossos erros foram etapas do caminho,
Todos nós erramos,
E nossos erros foram degraus da escalada.

A compreensão de que somos sempre um esboço
Do que poderemos ser um dia,
A compreensão de que erros e acertos é a vida
Vivida com toda a sua veracidade,
A compreensão de que estamos a caminho de nós mesmos,
E que muitas vezes somos enganados
Por nossas verdades, nossas convicções
E nossas supostas razões.

Todos nós erramos,
Hoje, porém, choramos justos nossos erros,
Nos entreolhamos feitos amigos
E nosso olhar confessou a saudade que sentíamos,
E nosso olhar nos deu a certeza do perdão,
Depois o sorriso com a leveza de alma liberta,
Depois o sorriso que dizia que podíamos ser felizes...

Nunes 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Almas Solitárias


Eu deixo você e outras coisas,
Eu deixo o passado feito fumaça que dispersa no ar,
Eu deixo a vida, a vida que é a cada respirar,
Eu deixo tudo para amanhã ou para nunca mais,
Eu abandono o vício e os prazeres dos instintos,
Eu abandono tudo feito um eremita,

Feito uma freira que já amou
E não consumou o ato de amor,
Eu amo sublimando tudo que amo,
Eu abandono tudo, esqueço tudo,
Eu posso fazer tudo por você,
Eu posso fazer tudo por mim...

Só não posso abandonar-me ao tempo,
Minha alma é um filho que pede
A minha dedicação a vida inteira,
Essa alma talvez seja diferente da sua alma;
Mas eu sei que há muitas almas por ai...

Almas que sentem saudade de si mesmas
E não podem ser deixadas ao relento...
Minha alma pede por mim nas trevas dos dias recorrentes.

Nunes

25-11-2011

Na curva sinuosa do rio

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Na curva sinuosa do rio 

A árvore frondosa cresceu ao pé da velha casa abandonada,
onde todos já morreram.
A montanha imperceptivelmente cresce ao fundo da velha casa,
o mesmo rio do tempo de meu pai, ainda menino,
corre um pouca mais sinuoso.

Meu espírito impetuoso,
minha alegria eufórica,
minha pressa de chegar...
se acalmou no curso desse rio indiferente ao tempo dos homens.

Meus olhos se deixaram na composição e na forma
dessas pedras na queda d"água;
quanto demorou para formar
esse furo na pedra onde a água e o vento batem,
quanta paciência e calma eu preciso para formar essa alma;
a resposta vem na curva sinuosa do rio. 

Nunes




quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A Guerra Oculta

Esta ocorrendo uma guerra oculta
as ideologias que desestruturam, deformam
e buscam a destruição dos valores cristãos,
em outros planos, tem respaldo direto da magia negra
e dos discípulos das trevas.

Essa deformação do homem foi iniciada no começo do século XIX
juntamente com a deformação e a desestruturação da arte,
que também contou a mão da magia negra. 

O Cristo é o outro lado dessa batalha,
porém o mal tem seduzido os homens com seus prazeres do corpo,
muitos do que lutam dessa batalha não sabem que lutam contra o Cristo,
são seduzidos e comprados pelos prazeres sexuais 
que a ideologia contra o Cristo
pregam como dignas, legítimas e um direitos. 


O Cristo e seus combatentes da luz são verdadeiros, 
E não é fazem concessões quanto ao vício, ao mal e ao pecado...
O Cristo e seus combatentes condenam o que pertence ao diabo
E permanecem firmes no que é o Bem Supremo.

O mundo, ao fim dessa guerra,
 sucumbirá nas mãos do maligno
que age nos planos ocultos através de seus discípulos da magia negra.


Nunes  

A desconstrução da arte e a desconstrução do homem

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Um louco no hospício afirmando que é Napoleão
não  faz dele Napoleão;
essa insistente em afirmar que ele é Napoleão
apenas nos dá mais razão para que o consideremos um louco
que afirma ser Napoleão.


Um urinol não é arte só porque Marcel Duchamp
afirmou que tudo é arte se a considerarmos arte.
Quando consideramos que um urinol é arte
passamos a descaracterizar e a desconfigurar a arte.

 Essa desconstrução da arte através de teoria que contextualiza objeto,
 desclassifica e descaracteriza com malabarismos teóricos absurdos,
 é de fato uma destruição de tudo que está estabelecido,
 ignorando os milhões de ano que a humanidade precisou para atingir
 o grau de evolução de conhecimento que vemos nos grande Mestres da arte.

Considerar um urinol obra de arte é fazer se de louco,
compará-lo a Monalisa estão, é o cúmulo da estupidez teórica.
Os malabarismos teóricos não fazem de um urinol arte,
se assim fosse podia tornar a mosca uma vaca, e comer a mosca e não a vaca.

A arte de Duchamp é fruto da incapacidade de produzir arte,
da ira, da inveja e da cobiça das virtudes e dons dos grandes Mestres da Arte.
Pior que o urinol é o bigode que Duchamp colocou na Monalisa.

Muito da arte moderna pode ser considerada arte subjetiva
porque não possui propósitos elevados,
às vezes não possui propósito algum,
não possuem a consciência da alma,
a clareza psicológica, a filosofia, a ordem, a mística,
a ciência e o conhecimento dos grandes mestres clássicos.

A arte subjetiva é fruto da mente moderna iludida
e identificada com a modernização,
o avanço cientifico, o materialismo e a industrialização
que roubou do artista moderno a alma,
o coração, a consciência de si mesmo e do homem.

O resultado dessa identificação é a desordem
e o desencontro consigo mesmo que vemos refletido na obra arte.
O resultado dessa ilusão e dessa identificação
com a industrialização e o consumo
é a destruição do planeta e a descaracterização do homem.

A desconstrução da arte é reflete na própria desconstrução do homem.
É preciso considerar que á existência
de qualquer coisa está sujeita a lei de estruturação,
o que não é estruturado e não pertence a um contexto
não pode ser considerado objeto identificado.

O urinol de Duchamp não se torna obra de arte
simplesmente porque esse objeto está em uma galeria de arte.
O urinol de Duchamp é considerado objeto identificado
porque o conhecemos como urinol com função de urinol,
se não o identificássemos como objeto identificado e com essa função,
não poderíamos chamá-lo de objeto identificado,
e o urinol de Duchamp seria apenas um objeto com formado estranho
e função não identificada, ainda assim poderiam chamá-lo de arte,
apesar de não corresponder aos critérios da arte,
afinal, estamos na era das teorizações e das problematizações.

Se não conhecêssemos o objeto urinol,
ele não era nem se que objeto identificado que dirá arte,
o fato de esse objeto estar contextualizado não o torna arte.

Se a contextualização é capaz de transformar os objetos e suas funções,
podemos estão servir nossas refeições em penicos
que um dia exerceram a função de penico.
(Isso não é uma ideia para artistas modernos)

Nessa era de teorizações precisamos saber
que essas teorizações não podem substituir a realidade,
o bom senso, a consciência e as leis que estruturam todas as coisas;
essa tentativa de justificar e dignificar tudo,
além de ser obra de nossa falta de aceitação de nos mesmos,
gera uma inconsciência de ser e existir nunca vista antes.

Essa inconsciência vai na contra mão da função elementar da arte
que é a construção do homem através da consciência de si mesmo.
As teorizações de nosso tempo são capazes de dignificar
qualquer coisa e qualquer atitude,
e essa tentativa de explicar a desconstrução da arte
é mais obra de arte que a própria arte a qual a teoria se refere.

 A desconstrução do homem se dá através das teorias
de descaracterização do homem no contexto da desconstrução da arte.
É preciso recordar que nos identificados sendo homem ou sendo mulher
por nossas próprias características biológicas, psicológicas e anímicas...
qualquer coisa desestruturada e descaracterizada não pode ser identificada,
então podemos edificá-la apenas como objeto não identificado.

É o que esta ocorrendo com o homem contemporâneo,
essa desconstrução, está deixando difícil saber
psicologicamente até fisicamente
o que é um homem e o que é uma mulher.

A mais grave da descaracterização é a inconsciência
de nós mesmos e a falta de parâmetros do que é certo e do que é errado,
parâmetros sabiamente previsto pela natureza.
Quem determinou o certo e o errado?
A própria natureza que obedece às leis biológicas
e todas as leis que estruturam todas as coisas,
e numa visão mais ampla,
 podemos considerar as leis ocultas que rege a vida dos homens

Se acaso nascesse uma criança com os braços na cabeça
e as pernas no lugar dos braço diríamos que a criança é um monstro.
Então porque estamos querendo desestruturar tudo para dignificar
nossas condutas mais repugnantes e nossas incapacidades mais insuportáveis.

O urinol possui uma função,
portanto, a arte tem que exercer uma função
e a função da arte é despertar o homem para si mesmo,
para sua própria realidade física e espiritual.
A função da arte é revelar o homem a si mesmo.
A desconstrução da arte e a desconstrução do homem,
é produto da própria inconsciência do homem,
que está sendo degenerada com os conceitos que desconstroem o homem.

A arte de Duchamp se afirmou
porque a critica não teve coragem de dizer que um urinol não é arte,
isso é similar aquela historia da roupa invisível do rei que estava nu,
e ninguém teve coragem de parecer ignorante.

O pior é ver que ainda estamos tentando entender
ou justificar nossa estupidez chamando de leigos em arte
qualquer um que considera ridículo esse auto-engano.

O relativista é ferramenta de desconstrução
e destruição dos valores na sociedade cristão,
quando perdermos a identidade;
o Sistema será estabelecido
segundo os parâmetros dos desconstrutores do homem e da arte.

Os cristãos inocentes não compreendem que até a magia negra de Crowley
contribuiu para a deformação e desestruturação do homem e do CRISTIANISMO,
e a deformação da arte moderna.

Nunes 

A realidade e a verdade deles



Não se engane!
Essa realidade que nos é mostrada
É criada pelos mesmos que dizem que estão preparando
Nossos filhos para a realidade criada por eles,
E alimentada quando entregamos nossos filhos para serem "educados"
Segundo a REALIDADE DELES.

Quando dizem que estão preparando seus filhos para a realidade,
Na verdade estão doutrinando seus filhos segundo a verdade deles.

A realidade de nosso mundo pode ser outra
Quando o criamos a partir de nossos valores...

Nunes 

Nas ruínas do templo

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Nas ruínas do templo 

Se você veio até aqui,
Pelos mesmos caminhos que passei,
Certamente você viu...
As cruzes e as encruzilhadas onde morri um pouco a cada dia.

Certamente você viu...
Onde caminhei altivo, onde me arrastei feito
Um soldado ferido sangrando.

Certamente você viu...
A árvore, a sombra onde parei para descansar.

Certamente você viu...
Formar no céu, nuvens baixas e negras
Prenunciando á  tempestade...,
E os relâmpagos de descobrimentos 
larearem à face oculta de tua mente.

Certamente você ouviu...
No deserto, o ruivo de cães famintos
E de corvos insaciáveis de carniça humana.

Certamente você viu...
As ruínas do templo, os desertos de sal
E a solidão tempestuosa dos mares.

Certamente você passou
Pela noite de seduções de demônios fornicários.

Certamente você viu...
As asas do cavalo dragão, a visão do paraíso
E os símbolos oníricos.

Certamente você viu...
Humanos largados aos vermes
Ossadas largadas à terra e as pegadas do Mestre.

Certamente você perdeu e encontrou,
E voltou a perder os companheiros a caminho.

Certamente você viu o céu se abrir
E revelar o porvir da humanidade.

Certamente você se viu vestindo com qualquer coisa
Porque estava nu e descalço; 
Sem saber para aonde ir.

Certamente você viu...
Que a vida e a matéria são miragem,
E que o espectral é sólido.

Certamente você viu o horizonte rasgado,
E para além do explicável o angustiante caminho sem fim.

Certamente apareceu os cemitérios,
Simbologia clara, de que temos que morrer...

Certamente você viu
A oxidação da matéria aqui dentro da eternidade.
Certamente você me vê
A caminho sangrando.

Certamente ainda virá A Noite Escura da Alma 
De São João da Cruz. 

Nunes

Cristianismo e inclusão social


A inclusão social é um ato de caridade, amor, consciência, sacrifício, humanidade, bondade, nobreza, compreensão, espiritualidade e responsabilidade por parte daqueles que acreditam possuir o poder de incluir ou excluir os indivíduos na sociedade. As virtudes da alma nos faz verdadeiros diante dessa teoria da inclusão social que se tornou moda e palanque político, ideológico e mercadológico.  

A exclusão social antes de ser uma atitude social ela está no interior de cada ser humano, e se manifesta sutilmente em nosso olhar. Quando falamos em individuo incluído estamos falando de individuo que poderiam ser vitimas de exclusão, seja por sua condição social, física, mental ou sexual. Observe o seu olhar sobre os excluídos da sociedade, observe a sua atitude interior, aquela atitude que se manifesta em segredo consigo mesmo, aquela atitude que não é exteriorizada, para que não sejamos vistos como pessoas de má conduta social espiritual e humana.

A inclusão social possui em si mesma a sutileza da hipocrisia quando observamos que essa inclusão social nasce em nosso olhar sutilmente cruel, preconceituoso e seletivo.
Por mais nobre que possa parecer essa atitude de inclusão social, ela esconde o nosso olhar seletivo, cruel e hipócrita. Muito do que defendemos com unhas e dentes através de teorias não somos capazes de praticar quando somos colocados á prova. Podemos defender a liberdade sexual e a livre expressão de sentimentos humanos, mas será que podemos suportar essa liberdade sexual e essa livre expressão de sentimentos dentro de nossa casa, entre os nossos filhos e filhas. Defendemos as mais variadas depravações humanas desde que não seja conosco e entre os nossos, desde que seja bem longe da porta de nossas casas. Se não podemos aceitar a liberdade sexual e a livre expressão de sentimentos entre os nossos e á porta de nossas casas estamos sendo hipócritas e demagogo... 

A exclusão nasce no olhar, nossas atitudes inclusivas esconde nossos mais profundos preconceitos, observe que nossa atitude diante do excluído é de exclusão, a nossa atitude de ilusão de poder de incluir ou excluir esconde o mais profundo sentimento de superioridade. Não somos capazes de olhar os que podem ser indivíduos incluídos ou excluídos por nós como sujeitos iguais a nós, não somos capazes de conversar e olhar para esses indivíduos como pessoas dignos de respeito por si só e por sua própria condição humana.
É normal vermos nas empresas algumas pessoas com necessidades especiais, essas pessoas estão incluída na sociedade de um modo mais completo e complexo, temos por elas simpatia e damos a elas nossa atenção, mas, como é nosso olhar interior para essas pessoas. O nosso olhar interior para essas pessoas é um olhar de exclusão?  

Exclusão! Essas pessoas as quais consideramos incluídas na sociedade é olhada por você socialmente como um individuo igual a você, você é capaz de conversar com esse individuo incluído no seu meio social de igual para igual, sem aquela simpatia e atenção que temos para com as pessoas que consideramos mais fracas que nós e que não apresentam ameaças de rivalidade e disputas conosco, essa simpatia se justifica com esse olhar de falsa superioridade, você tem uma profundo respeito e admiração por essa pessoa ou essa pessoa é alvo de suas brincadeiras que oculta o mais profundo sentimento de superioridade mascarada por nossa falsa simpatia, você já observou que você sempre fica do lado das pessoas iguais a você ou superiores a você, quando esse individuo incluído no seu meio social é vitima de "brincadeiras simpáticas", que geralmente revela o nosso olhar de falsa superioridade porque essas brincadeiras são quase sempre inocentes ou idiotas. Porque você não se une ao individuo incluído na sociedade para fazer brincadeiras simpáticas com o seus superiores ou com aqueles que você considera em igual condição a você, porque você não senta com esse individuo e conversa com ele como se ele fosse seu superior ou igual a você, isso não acontece porque você olhar para esse individuo com seu olhar seletivo e interior. Certamente você não olha para o individuo incluído em seu meio social de igual para igual, você não faz isso, não faz porque olhamos para essas pessoas incluídas na sociedade como indivíduos inferiores a nós.

Será que estamos incluindo individuo ou estamos criando uma sociedade de individuo incluído na sociedade, e continuamos olhando para esses indivíduos com se eles fosses apenas pessoas dignos de nossa piedade e simpatia. A virtude cristão nos ensina que somos nós que mais ganhamos quando entendemos a mão ao necessitado, a virtude cristão nos ensina que somos privilegiados e crescemos em virtudes quando somos capazes de um ato de amor e compaixão pelos nossos irmãos. 

Esses indivíduos incluídos na sociedade não necessitam de nossas brincadeirinhas simpáticas, eles por suas próprias capacidades e condição humanas são dignos de respeito, igualdade e consideração. Quando passamos uma boa parte de nossas vidas como doentes, aprendemos na própria pele o que de fato é a inclusão e a exclusão.
A inclusão social não pode ser usada por partidos políticos, não pode ser usadas como palanque de ideologia socialista ou capitalista. As ideologias entraram no Cristianismo usando a caridade e a compaixão cristã, se confundido e se fazendo confundir com o Cristianismo, entraram como se fossem amigos e trouxessem algo novo para o Cristianismo, entraram feito um presente de grego um Cavalo de Troia. Entraram no Cristianismo através da caridade e da compaixão cristão, depois que essas ideologia estavam estabelecidas  dentro do Cristianismo, se viram prontas para colocar as pautas sexuais. As igrejas tomaram as ideologias como se fosse um novo orientar espiritual dentro das igrejas. 

O Cristianismo não precisa de ideologias políticas para ser orientados no que Jesus Cristo e a vida dos Santos ensinou: o que é amar o próximo, o que é caridade e compaixão. Aprendemos que o perdão e bem que se faz ao próximo é um bem que se faz a si mesmo. Não precisamos de ideologias políticas para ensinar o que são Francisco e muitos dos Santos e Santas viveram na carne. Para esses seres grandiosos de espírito e alma o que chamamos de inclusão é a compreensão da vida e de nosso condição interior diante da vida, é o caminho natural para o progresso espiritual.  

Nunes 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Muito pior que o desprezo é a indiferença

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Muito pior que o desprezo é a indiferença

Acima ou abaixo da linha do equador,
Certamente abaixo da linha da miséria,
Não somos os esquecidos,
Somos os que nunca foram lembrados;
Aqueles em que o grito nem sequer é sufocado,
Porque não temos força para um grito.

Aqueles que nem sequer são explorados
Porque não temos nada para ser tomado,
Somos esses da miséria inútil.

De tão miseráveis!...
Não somos nem ao menos excluídos,
Nosso gemido de dor é abafado,
Por nossa própria fraqueza.

Não incomodamos ninguém
Porque nem sequer existimos
O suficiente para incomodar.

Não temos o luxo de ser classificados
Em qualquer classe social,
Somos aqueles sem estatísticas,
Somos aqueles que nem sequer são desprezados;
Para que fossemos desprezados
Seria preciso antes que fossemos vistos.

Não somos aqueles que é ignorado,
Não nos olham com indiferença,
Simplesmente, não somos nem sequer olhados.

Não somos o caricato o estereotipado
Porque esse é ao menos um classificado,
Somos esses incapazes de explicar a própria dor,
Somos esses que nem sequer foi abandonado a própria sorte,
Porque não temos nem a sorte nem o azar.

Se existimos, se é que existimos,
Não incomodamos o suficiente para sermos vistos,
Não temos voz, não temos grito, não temos lágrimas,
Em nós tudo é tão seco como esse chão.

Não temos o horizonte dos homens que sonham,
Não temos o pesadelo dos homens que sonham,
Somos apenas corpos plantados,
E a nossa dor não tem gemido;
Então olhe nos meus olhos,
Então olhe no meu rosto desfigurado de sofrimentos.

O que se vê em meu corpo não são marcas do tempo,
Porque nem sequer somos estagnados,
Estamos muito abaixo disso...
Não somos ao menos desprezados,
Sequer nos olham com indiferença;
Na verdade somos de fato invisíveis
Porque de tão fracos não somos capazes de existir.

Não nos negaram nada,
Não nos ofereceram nada,
Porque ainda nem sequer fomos vistos.
Não nos perguntaram nada porque não temos voz.

Não nos reprimiram de nada
Porque nosso grito já é silenciado
Por nossa fome e nossa fraqueza.

Quando nossos corpos começarem a feder
Em todos os cantos,
Então, começaremos a existir e a incomodar
Com o nosso mau cheiro.

Meu Deus, meu Deus
Se tu és o Pai de todos os  homens
Porque nos colocou aqui...
Senhor, não sei dos vossos mistérios...
Homens, não sei nada das vossas maldades.

Nunes

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Oásis de Silêncio



Oásis de Silêncio 

É um oásis no deserto:
um gotejamento na garganta seca,
uma cama  fresca e macia,
um instante em meu coração,
um suspiro de satisfação,
um remédio refrescante na ferida,
nm instante de silêncio,
um momento em seu corpo...
a sombra de uma árvore.

Não espere mais que um instante, um lugar
de oásis, relaxamento e alívio.

Por isso faço do meu coração,
pedra de esmeralda,
porto de partida e de espera
desses momentos de felicidades,
que abrem a porta para o paraíso da alma,
mesmo com o deserto e a guerra ao lado.

Sem fascinação com o mundo,
que adormece a alma dentro do corpo,
quero esse oásis de silêncio de vozes e gente;
o som de todo modo existe.

Nunes

Forja de Provação

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Forja de Provação 

Se o amanhã pertence a Deus,
hoje quero viver segundo a sua lei
e sob luz dos mandamentos seus,
sou perseverante, e nada temerei.

Por caminhos de pedras andarei,
poderá até me faltar a sua luz,
porém, jamais deixarei
de caminhar rumo a sua cruz.

Ando pelo deserto da alma
Sou forjado no fogo da provação
Perdi a paz, perdi a calma.

Senhor, estendestes-me a sua mão,
colocaste-me outra vez de pé,
estou forte, e novamente tenho fé.

Nunes

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Não perca á oportunidade de fazer o bem

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Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado. Lucas 19:26 - parábola dos 10 talentos 

Não perca á oportunidade de fazer o bem 

Nunca perca uma oportunidade na vida,
Especialmente aquelas oportunidades de ajudar o próximo,
de pedir perdão,
de dar um elogio,
de reconciliar com seu irmão,
de dizer te amo,
de estender sua mão,
de viver um amor,
de fazer amigos,
de conhecer o outro,
de ser ajudado,
de cuidar de alguém,
de curtir seu filho,
de escutar os mais velhos,
de ensinar os mais novos,
de amar outra vez,
de se apaixonar,
de recomeço e reconciliação.
de mostrar o que você tem de melhor,
de mudar o que não lhe agrada,
Como você vê, a vida é cheia de boas oportunidades,
E as boas oportunidades é Deus estendendo sua mão,
Estão aproveite e faça da vida uma canção sem fim....

Nunca perca a oportunidade de ajudar o próximo,
Porque essas oportunidades são acontecimentos que Deus nos dá
Para que paguemos nossas dividas com ele.

Nunes

A consistência vaporosa de sermos nós

Serei agora o que não fui a pouco.
Não sei se serei de fato ou tudo não passa
De uma encenação vaporosa de ser,
Mas certamente é também uma maneira
Inconsistente de ser, mesmo que vaporosa.

É certo que não serei por muito tempo,
Afinal, não tenho estações e faces lunares
Sou na verdade algo como espelhos
Que refletem e isso é tudo.

Serei o que não fui ontem;
Amanhã nem Deus sabe.
Como é que posso saber do amanhã
Se a vida é acidental, se viver
É caminhar no escuro, é habitar o acaso.

Certeza, deixo para aqueles que dizem ver Deus,
Certeza, deixo para os puros e simples de coração,
Para aqueles que põe consistência vaporosa em tudo.

Eu sou gente suja, eu sou pagão
Tenho remorsos e medos e não me arrependo,
Por isso sempre sou outra vez o que fui outrora.
Eu sou gente suja, não sou o bom Cristão
Não tenho a verdade, a salvação garantida
Nem um infinito estoque de perdão.

O que eu sei,
É da inconsistência vaporosa de sermos nós.


Nunes

08-07-2010

Ventre



Ventos de dias amargurados
Deixou-me entre a desordem desta casa,
Esquecido na confusão de sermos nós...
Ventos sopram do chão de nossa história
Sentimentos que nunca se vão.

Seu amor adormeceu
Em outras estações sem flores
E acordará numa primavera
Que farei em seu peito.

Neste deserto que é a minha alma na multidão,
Esperei por dias, uma outra primavera
Em teu seio, para que seu coração desabroche,
E eu possa habitar a sua alma repleta de flores.

O meu amor adormeceu na rotina,
E nos seus medos de sermos mais...
O seu amor adormeceu na loucura
Que carrego na alma, e na rotina que mata o amor,
E põem este deserto na alma.

Porém, Deus me deu o dom
de fazer primavera em dias amargurados,
Porei revoadas de pássaros em nosso céu,
Farol na praia e campos de flores silvestres
Brotaram no chão de nossa história.

Sempre te quis, sobre o altar da nobreza humana,
Dentro do meus sonhos loucos.
Sempre quis estar envolto em suas asas,
Que pode me levar para além de todos os astros.

Sempre quis nas noites de solidão a dois,
Envolver-te em minha asas e voar
Para onde meu coração olha, incansavelmente...,
E pousar no cume mais alto de ser humano.

Sempre te quis entre os arcanos sobre nosso leito
E sobre o altar levantado em seu nome,
Deusa temerosa de minhas loucuras.

Bebi do néctar de seu ventre,
Com toda a veneração que é possível a um ser humano,
Enlacei-me nas asas do teu ser,
Habitei a sua alma, escutei a voz de minha intuição
E selei com você um pacto
De amor e eternidade.

Agora espero o seu olhar para a grandeza da alma.
Um homem quando bebe o elixir de seu ventre
E ama com pureza e veneração;
Deixa de ser apenas Homem,
Deixa de ter apenas braços e ganha asas
E solidez na eternidade em espírito.

Nunes

A última Cidadela

A última cidadela foi tomada,
O último foco de resistência do pecado
Está cercado pelo terrível Anjo da Morte.

O fogo vindo do céu queimará esse lugar
Entregue á transgressão.

O pecado por muito tempo foi uma razão
Para existirmos no mundo,
A cidadela é o  último reduto do pecado,
O terrível e impiedoso Anjo da Morte
Já está no alto dos montes e  vigia a cidadela.

A morte do pecado trará o prazer e a felicidade
De viver segundo a lei de Deus

A cidadela será santificada,
Por essas ruas andará o homem Santo de Deus,
Que pregará a Morte do Pecado
E a felicidade dos que morrem e são livres
Da escravidão dos desejos do pecado.

Nunes   

domingo, 5 de janeiro de 2020

Por que me consolas!?




Por que me consolas!?

Mãe de Deus,
Mãe do mundo,
Nos momentos de dor;
De tua grandeza não se importa
Que eu te chame de minha mamãe!

Se tu és Mãe de Deus
Tu és também Mãe do Mundo,
Mas eu não compreendo porque tu vens ao meu encontro,
Por que consolas os pequeninos e insignificantes
Que nada tem a oferecer ao mundo!
Por que me consolas e  me olhas com olhos amorosos!

Eu que sou um filho mal agradecido,
Eu que nada tenho a oferecer,
Eu que te esqueço por um pensamento tolo,
Eu que te deixo pelos prazeres do mundo,
Eu que te abandonei por outras mulheres;
Mas eu também vi seus olhos amorosos em uma mulher,
Eu que te esqueço do altar,
Eu que sempre te esqueci e te troquei por qualquer tolice;
Por que ainda olhas para mim...
Que importância tem que eu me perca,
Quantas semente se perdem e não dão frutos?
Por que desces de tua grandeza de Mãe de Deus e Mãe do Mundo
Para consolar um miserável sem importância como eu; 
Tu só pode ser Mãe.
Minha mamãezinha!


Nunes   


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