poeta Nunes

sábado, 21 de março de 2020

A grande ilusão de progresso

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A grande ilusão de progresso 

Na sociedade dos bens de consumo
Nos tornamos frouxos na ética, nos valores e na moral,
Sentimos no direito de adquirir e ter acesso
A tudo que é produzido, mesmo quando
Nossas condições financeiras não permite.

Então recorremos a meios ilegais,
 Sem qualquer constrangimento ou peço de consciência,
Afinal, rompemos com a ética , os valores e a moral,
A partir do instante que os bens de consumo
Se tornaram o centro da vida moderna.

A tão cobiçada tecnologia,
Que muito pouco acrescenta a nossa vida real,
Está consumindo os nossos recursos financeiros,
Estamos gastando mais com celulares, internet e televisão
Do que com a nossa própria alimentação,
Nosso bem estar e nossa segurança.

A tecnologia á disposição,
Como produto para ser consumido,
As compras para serem pagas em tempos a perder de vista,
As grande ilusão dos cartões de Bancos
Que nos possibilitaram comprar tudo no fiado moderno,
Trouxeram a grande ilusão de progresso e de melhorias financeiras,
Que foram tão sem lastro quando o dinheiro falso.
Cegos de cobiças não vimos a GRANDE ILUSÃO MODERNA.


Caímos em um nivelamento e um relativismo
Que justifica e santifica todas as coisas,
Nós tornamos tão soberbos que desafiamos até mesmo
O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO,
Estamos vivendo agora a nossa TORRE DE BABEL TECNOLÓGICA.

Nunes 


2008

domingo, 15 de março de 2020

Depois do altar...


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Depois do altar... 


Fui conduzida até o altar,
Passando entre sorrisos sinceros,
Cumprimentos e comentários
De que eu estava linda!...vestida de noiva.

Logo a festa!...
Logo um caixão no centro da sala.
Um rapaz num choro desesperado!
E pessoas comentando
Sobre um acidente de automóvel.

Eu estava ali, vestida de noiva,
Dentro do caixão no centro da sala.
Tentei desesperadamente acordar do pesadelo,
Nesse instante percebi que o elo
Entre minha carne e meu espírito
Havia se rompido, porém, notei que existo...

Indiferente ao tempo e essa forma espectral;
Ainda não habituei com as paredes que transpasso.
O anjo vestido de preto veio e me envolveu
E confortou-me com estas palavras:
_ A morte é apenas não ter um corpo
Para retornar de um sonho, como um andarilho
Que perambula pelas estradas,
Os mortos perambulam em um universo paralelo.

Agora meu corpo se decompõe
Abaixo de sete palmos de terra.

Abdias de Carvalho
Nunes

02/11/11 15:15

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